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sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Receita de Ano Novo - Drummond (sem erros) | A Magia da Poesia



Receita de Ano Novo - Drummond (sem erros) | A Magia da Poesia

Site do Fábio Rocha:
 "A Magia da Poesia:" onde
encontramos muitas poesias, poemas cronicas, videos de grandes autores e também poemas e poesias do Fábio Rocha
Repassando'"Receita de Ano Novo"- sigo este site no Google*1 , compartihando sempre para os círculos e amigos.

Simplesmente Sonia Maria
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sábado, 16 de fevereiro de 2013

A Magia da Poesia: O Mundo é Grande (com vídeo e imagem exclusivos)

A Magia da Poesia: O Mundo é Grande (com vídeo e imagem exclusivos):


A Magia da Poesia: O Mundo é Grande (com vídeo e imagem exclusivos)

Link to A Magia da Poesia


Posted: 13 Feb 2013 01:05 PM PST
O mundo é grande e cabe
nesta janela sobre o mar.
O mar é grande e cabe
na cama e no colchão de amar.
O amor é grande e cabe
no breve espaço de beijar.
Carlos Drummond de Andrade )
(Digitado e conferido por mim mesmo em 7 de julho de 2012 no livro Amar se aprende amando, 22a. edição, Rio de Janeiro: Record, 1999. p. 19)
mundo-grande-drummond


Leia mais Carlos Drummond de Andrade
Por Fabio Rocha, para A Magia da Poesia. Gostou? Ajude a manter A Magia da Poesia, com apenas 1 real por dia: Contribua
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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

A Magia da Poesia: Cidadezinha Qualquer – Drummond


A Magia da Poesia: Cidadezinha Qualquer – Drummond:

A Magia da Poesia: Cidadezinha Qualquer – Drummond



Posted: 03 Feb 2013 02:41 AM PST
Cidadezinha Qualquer
Casas entre bananeiras
mulheres entre laranjeiras
pomar amor cantar.
Um homem vai devagar.
Um cachorro vai devagar.
Um burro vai devagar.
Devagar… as janelas olham.
Eta vida besta, meu Deus.
Carlos Drummond de Andrade )
(Poema digitado e conferido por mim mesmo em 10 de setembro de 2012, publicado em Antologia Poética – 12a edição – Rio de Janeiro: José Olympio, 1978, p. 34)
cidadezinha
Vídeo com o poema falado por Tom Zé:
Por Fabio Rocha
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sábado, 26 de janeiro de 2013

A Magia da Poesia: Poema de Sete Faces – Carlos Drummond de Andrade (com vídeo)

A Magia da Poesia: Poema de Sete Faces – Carlos Drummond de Andrade (com vídeo):

Fábio Rocha sempre nos brindando com o melhor da poesia.Grata,Sônia

Link to A Magia da Poesia
Abstrato-colorido-do-fundo-do-vetor-art_53-11734



Poema de Sete faces -Carlos Drumond de Andrade( com vídeo)
Posted: 02 Sep 2012 07:03 AM PDTPoema de Sete Faces
Quando nasci, um anjo torto
desses que vivem na sombra
disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida.
As casas espiam os homens
que correm atrás de mulheres.
A tarde talvez fosse azul,De
não houvesse tantos desejos.
O bonde passa cheio de pernas:
pernas brancas pretas amarelas.
Para que tanta perna, meu Deus, pergunta meu coração.
Porém meus olhos
não perguntam nada.
O homem atrás do bigode
é sério, simples e forte.
Quase não conversa.
Tem poucos, raros amigos
o homem atrás dos óculos e do bigode.
Meu Deus, por que me abandonaste
se sabias que eu não era Deus
se sabias que eu era fraco.
Mundo mundo vasto mundo,
se eu me chamasse Raimundo
seria uma rima, não seria uma solução.
Mundo mundo vasto mundo,
mais vasto é meu coração.
Eu não devia te dizer
mas essa lua
mas esse conhaque
botam a gente comovido como o diabo.
Carlos Drummond de Andrade )
(Poema digitado e conferido por mim mesmo em 2 de setembro de 2012, publicado em Antologia Poética - 12a edição - Rio de Janeiro: José Olympio, 1978, p. 3)

Poema de Sete Faces
Poema das Sete Faces - Drummond
Site Oficial de Drummond
Leia mais Carlos Drummond de Andrade
Por , para A Magia da Poesia.
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segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

A Magia da Poesia: A Flor e a Náusea

A Magia da Poesia: A Flor e a Náusea:

Frost-leaf-richardson_58855_60

Foto - National Geographic uma folha acinzentada..
Linda poesia..Uma flor será sempre uma flor...Adorei a poesia Fábio..
De: A Magia da Poesia <noreply@blogger.com>
Data: 14 de janeiro de 2013 21:12
Assunto: A Magia da Poesia: A Flor e a Náusea
Para: sonia.

http://www.poesiaspoemaseversos.com.br

A Magia da Poesia: A Flor e a Náusea


Posted: 16 Oct 2012 11:43 AM PDT
A Flor e a Náusea
Preso à minha classe e a algumas roupas, vou de branco pela rua cizenta.
Melancolias, mercadorias, espreitam-me.
Devo seguir até o enjôo?
Posso, sem armas, revoltar-me?
Olhos sujos no relógio da torre:
Não, o tempo não chegou de completa justiça.
O tempo é ainda de fezes, maus poemas, alucinações e espera.
O tempo pobre, o poeta pobre
fundem-se no mesmo impasse.
Em vão me tento explicar, os muros são surdos.
Sob a pele das palavras há cifras e códigos.
O sol consola os doentes e não os renova.
As coisas. Que tristes são as coisas, consideradas sem ênfase.
Vomitar este tédio sobre a cidade.
Quarenta anos e nenhum problema
resolvido, sequer colocado.
Nenhuma carta escrita nem recebida.
Todos os homens voltam para casa.
Estão menos livres mas levam jornais
e soletram o mundo, sabendo que o perdem.
Crimes da terra, como perdoá-los?
Tomei parte em muitos, outros escondi.
Alguns achei belos, foram publicados.
Crimes suaves, que ajudam a viver.
Ração diária de erro, distribuída em casa.
Os ferozes padeiros do mal.
Os ferozes leiteiros do mal.
Pôr fogo em tudo, inclusive em mim.
Ao menino de 1918 chamavam anarquista.
Porém meu ódio é o melhor de mim.
Com ele me salvo
e dou a poucos uma esperança mínima.
Uma flor nasceu na rua!
Passem de longe, bondes, ônibus, rio de aço do tráfego.
Uma flor ainda desbotada
ilude a polícia, rompe o asfalto.
Façam completo silêncio, paralisem os negócios,
garanto que uma flor nasceu.
Sua cor não se percebe.
Suas pétalas não se abrem.
Seu nome não está nos livros.
É feia. Mas é realmente uma flor.
Sento-me no chão da capital do país às cinco horas da tarde
e lentamente passo a mão nessa forma insegura.
Do lado das montanhas, nuvens maciças avolumam-se.
Pequenos pontos brancos movem-se no mar, galinhas em pânico.
É feia. Mas é uma flor. Furou o asfalto, o tédio, o nojo e o ódio.
Carlos Drummond de Andrade )
(Poema digitado e novamente conferido por mim mesmo em 9 de setembro de 2012, publicado em Antologia Poética – 12a edição – Rio de Janeiro: José Olympio, 1978, ps. 14,15 e 16)
flor-no-asfalto
Por , para A Magia da Poesia.
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quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

A Magia da Poesia: A luta amorosa com as palavras - Mario Quintana

A Magia da Poesia: A luta amorosa com as palavras - Mario Quintana:

                                           
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FOTO - NATIONAL Geographic
Estava com saudades do Fábio......Feliz 2013 !. Eu achei belíssima a matéria;cronica..de Mário Quintana  Grta por nos enviar. Repassando para os Blogs..Sonia
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                                                                                              Para: sonia
Posted: 29 Sep 2012 06:00 AM PDT
A luta amorosa com as palavras
(texto escrito pelo poeta para a revista “Isto É” de 14/11/1984)
Nasci em Alegrete, em 30 de julho de 1906. Creio que foi a principal coisa que me aconteceu. E agora pedem-me que fale sobre mim mesmo. Bem! eu sempre achei que toda confissão não transfigurada pela arte é indecente. Minha vida está nos meus poemas, meus poemas são eu mesmo, nunca escrevi uma vírgula que não fosse uma confissão. Há! Mas o que querem são detalhes, cruezas, fofocas… Aí vai! Estou com 78 anos, mas sem idade. Idades só há duas: ou se está vivo ou morto. Neste último caso é idade demais, pois foi-nos prometida a eternidade.
Nasci do rigor do inverno, temperatura: 1 grau; e ainda por cima prematuramente, o que me deixava meio complexado, pois achava que não estava pronto. Até que um dia descobri que alguém tão completo como Winston Churchill nascera prematuro – o mesmo tendo acontecido a Sir Isaac Newton! Excusez du peu.
Prefiro citar a opinião dos outros sobre mim. Dizem que sou modesto. Pelo contrário, sou tão orgulhoso que nunca acho que escrevi algo à minha altura. Porque poesia é insatisfação, um anseio de auto-superação. Um poeta satisfeito não satisfaz. Dizem que sou tímido. Nada disso! Sou é caladão, introspectivo. Não sei por que sujeitam os introvertidos a tratamentos. Só por não poderem ser chatos como os outros ?
Exatamente por execrar a chatice, a longuidão, é que eu adoro a síntese. Outro elemento da poesia é a busca da forma (não da fôrma), a dosagem das palavras. Talvez concorra para esse meu cuidado o fato de ter sido prático de farmácia durante 5 anos. Note-se que é o mesmo caso de Carlos Drummond de Andrade, de Alberto de Oliveira, de Erico Veríssimo – que bem sabem (ou souberam), o que é a luta amorosa com as palavras.
Mario Quintana )
mario quintana
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