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terça-feira, 29 de outubro de 2013

Viva a vida.-Filosofia de Voltaire

Viva a vida - Filosofia de Voltaire


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Colocando mais um vídeo !


Voltaire ( François  Marie Arouret)- Filósofo , escritor e poeta francés. 
Foi um reformador envolvido também, com a política.
Era por vezes espirituoso e maldoso em suas críticas a Corte francesa.
Devido a essas  críticas esteve preso na  Bastilha, prisáo
política muito temida na França.
Segundo consta, o pseudônimo "Voltaire " foi adotado após sua saída da Bastilha.
Escreveu muitas obras, e entre elas a mais famosa é "Candice"
Texto do livro
"Essência do Otimismo"-Editora MartinMClare pag.69

Simpllesmente Sonia Maria
Atom

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

O interior do invisível - Rumi

O interior do invisível - Rumi:
Esquece o mundo e comanda o mundo.
Sê a lâmpada, o barco salva-vidas,
a escada.

Sai de tua casa e, como o pastor,
ajuda a curar a alma do teu próximo.
Entra no fogo espiritual
e deixa-te calcinar.

Sê o pão bem assado, sê o senhor da mesa.
Vem, sacia teus irmãos.
Tu, que tens sido a fonte da dor,
sê agora o deleite.

Viveste como uma casa sem alicerces.
Sê agora o Um que perscruta
o interior do invisível.

Assim que me calei,
uma voz chegou aos meus ouvidos:
"Se te tornas isto, serás aquilo."

Silêncio!
E depois mais silêncio.
Não uses a boca para falar.
A boca é para provar dessa doçura.


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O melhor da poesia persa. Capaz de retratar o mundo do invisível, do infinito, da beleza da dimensão espiritual do homem, do propósito e sentido da vida e da morte, do encontro da alma com Deus...
Postagem do Blog- Doce como a chuva- clique no link e abra o Blog.

Sonia Maria 
Atom 

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

O voo dos pássaros - Lêdo Ivo

O voo dos pássaros - Lêdo Ivo:

Os áridos pássaros que mudam as estações
não vieram nunca, embora eu os esperasse.

Acaso falam os homens do que viram?
Silenciosos são os lábios dos homens.

Grito ou palavra de amor não comovem
as pedras empedernidas pelo tempo.

Eram secos pássaros.
E o céu, que é plumagem, crepita.

Nem nos que voam nem nos que permanecem.
Não me demorei sobre nenhum pássaro.

Voando, eram a velha canção da infância morta
para mim, que sempre vi o que não existe
e eternamente verei o que jamais existirá.

Em voo, como os anos, a vida, o tempo...
Nada imaginei que pudesse ser admitido
pelos que não entendem uma teoria de pássaros.


sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Ouvir Hafez na Mesquita Azul

Ouvir Hafez na Mesquita Azul:
 
Hafez foi um poeta sufi que cantou o amor há mais de 700 anos e é ainda hoje uma das personagens mais queridas dos iranianos. A primeira vez que o percebi estava há pouco mais de 24 horas em terras da antiga Pérsia e visitava a mesquita azul, em Tabriz.
Enquanto olhava para os mosaicos originais recuperados das ruínas deixadas por um terramoto no século XVIII, um casal jovem acerca-se de mim e cumprimenta-me. Seguem-se as habituais perguntas e quando lhes digo o itinerário que pretendo fazer, o rapaz diz-me: "Em Shiraz não deves perder o túmulo de Hafez, o nosso mais importante poeta".
Nos guias vem escrito que todos os iranianos conhecem trabalhos do poeta e por isso pego na deixa e pergunto-lhe: "Conheces algum poema de Hafez?". O rapaz sorri, concentra-se e recita, calmamente, deixando o ritmo do poema enlear-nos. Deixo invadir-me pelo som das palavras em farsi a ecoar nas paredes da mesquita.
Aurélio Buarque da Holanda traduziu para português a poesia de Hafez, como este:
O Sorriso

"Uma destas noites, um sábio me falou: ‘É preciso conheceres o segredo daquele que nos vende o vinho.'

E ainda: ‘Não leves nada a sério. O mundo carrega de enormes fardos aqueles que dobram a cerviz.'

Depois, estendeu-me uma taça onde o esplendor do céu se refletia tão vivamente que Zuhra se pôs a dançar:

'Filho, segue o meu conselho; não te inquietes com as noites deste mundo. Guarda as minhas palavras: elas são mais raras do que as pérolas'

'Aceita a vida como aceitas essa taça, de sorriso nos lábios, ainda que o coração esteja a sangrar. Não gemas como um alaúde; esconde as tuas chagas
Até o dia em que passares por trás do véu, nada compreenderás. Não podem ouvidos humanos ouvir a palavra do anjo

Na casa do amor, não te envaideças das tuas perguntas, nem da resposta'.

Vinho, ó Saki, mais vinho: as loucuras de Hafiz foram compreendidas pelo Senhor da alegria, Aquele que perdoa, Aquele que esquece."

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