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quarta-feira, 5 de junho de 2013

Procurador impede saídas temporárias de prisioneiros Bahá’ís.

Procurador impede saídas temporárias de prisioneiros Bahá’ís.: O blog 100 letters for freedom publicou recentemente um texto em defesa dos Bahá’ís detidos na prisão de Semnan, no Irão. Esse texto foi traduzido para inglês e publicado por Sen McGlin. Aqui fica a tradução para Português.
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Existem numerosos Bahá’ís na prisão em Semnan, incluindo mulheres com pequenos bebés; na ala dos homens, alguns Bahá’ís que têm doenças graves. Apesar da ajuda prestada pelo director-geral das prisões na província de Semnan, Sr. Arab, e a promessa de que seria concedidas autorizações de saída temporária aos prisioneiros, independentemente das suas crenças pessoais, e apesar da cooperação do chefe da prisão central de Semnan e de outras autoridades prisionais locais, para permitir saídas temporárias aos prisioneiros Bahá’ís, o Procurador Provincial, o Sr. Haydar Asyabi recusou-se autorizá-las. Aos Bahá’ís ele até recusou libertação antecipada no final das suas penas de prisão. Nos feriados do Naw-Ruz, até aos prisioneiros Bahá’ís que apresentaram registos médicos e com recomendações de licença terapêutica, foi negada qualquer saída.

Em cada caso, é feita referência ao Médico Oficial da prisão, Sr. Shateri que conscientemente contribuiu para a opressão da comunidade Bahá’í em Semnan. Ele é responsável pelo tratamento de todas as doenças na prisão, e o procurador baseou-se no seu parecer para recusar a saída temporária aos prisioneiros.

No entanto, os regulamentos da prisão especificam que a Procuradoria Provincial detém a responsabilidade [nestas situações]. Em alguns casos, as condições médicas dos prisioneiros Bahá’ís têm-se agravado devido à falta de tratamento atempado. O Procurador Provincial tem deveres e liberdades muito amplas para actuar, e tanto os regulamentos da prisão como os procedimentos criminais salientam a importância da saúde física e mental dos prisioneiros; isto levanta a questão de porque é que o Sr. Asyabi não usou esse poder para conceder saídas temporárias aos prisioneiros Bahá’ís? Porque é que ele participou da opressão dos Bahá’ís, sem levar em conta as regras e os princípios dos direitos humanos?

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Postagem do Blog- Povo de Bahá- Marco Oliveira- Portugal
Sonia Maria
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Viver com a diferença, reconsiderar pressupostos

Viver com a diferença, reconsiderar pressupostos:

Como podem pessoas e comunidades com concepções radicalmente diferentes sobre o mundo e a vida humana, e visões muito diversificadas sobre os problemas mais urgentes que enfrentam os seres humanos e a formas mais eficazes de enfrentar esses problemas, chegar a um entendimento e apreciação dos caminhos dos outros seres humanos? Considerando toda a sua diversidade, como podem os seres humanos aprender a viver juntos de forma frutuosa, produtiva e pacífica, no mundo complexamente interligado de hoje, em vez de entrarem ciclicamente em conflito e contenda que pode degenerar num holocausto nuclear que nos destruirá a todos? Estas questões levantam assuntos especiais para os Cristãos devido às pretensões absolutistas sobre a revelação divina e verdade absoluta que frequentemente é considerada como aspecto central da fé; estas pretensões merecem um cuidadoso escrutínio teológico.

Religious Diversity, Historical Consciousness and Christian Theology in The Myth of Christian Uniqueness, p. 3

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Sonia Maria
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sábado, 27 de abril de 2013

Mazgani: «Tenho esperança para o Irão e para o mundo»



Mazgani: «Tenho esperança para o Irão e para o mundo»: Nascido no Irão, mas há mais de 30 anos em Portugal, Shahryar Mazgani cresceu em Setúbal depois de a sua família ter deixado o país natal. Seguidores da religião bahá'i, os pais do músico foram obrigados a procurar uma vida melhor fora de um Irão intolerante para com outras crenças após a Revolução Islâmica de 1979.

«Os meus pais decidiram vir para Portugal precisamente por serem bahá'i, uma minoria perseguida de forma muito violenta nessa altura, e que continua a ter a vida muito dificultada nos dias que correm com os jovens bahá'i sem acesso às universidades, por exemplo», explicou Mazgani em entrevista ao tvi24.pt.

O músico, que chegou ao nosso país com apenas 5 anos, é também ele praticante da fé bahá'i. Uma religião fundada na Pérsia do século XIX, e que dá importância à unidade espiritual da humanidade. Mazgani lamenta as «histórias muito dramáticas e difíceis» que continuam a assombrar a população bahá'i num Irão atualmente liderado pelo aiatola Ali Khamenei e pelo presidente Mahmoud Ahmadinejad.

«Esta realidade que reina neste momento no Irão é uma que me entristece. Imagino que, se as coisas se alterassem de alguma forma, se tornasse para mim uma viagem prioritária, para conhecer melhor [o país]», admitiu Mazgani, que manteve o contacto com a cultura persa através da língua farsi, da música e da literatura, mas que nunca mais chegou a pisar solo iraniano.

Mazgani: «sonho antigo» tornado realidade ao terceiro disco

No entanto, o músico acredita num futuro melhor que leve à mudança de mentalidades no Irão e no resto do mundo. Para Mazgani, as crises combatem-se com muito otimismo.

«Tenho esperança. É uma coisa morosa, com certeza, mas tenho esperança. E tenho esperança para o Irão, e tenho esperança para o mundo e para a humanidade. A palavra é obsoleta, mas sou otimista.»

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FONTE: Mazgani: «Tenho esperança para o Irão e para o mundo» (com vídeo)

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Compartilhando esta linda historia , esta esperança por um mundo melhor.
A finalidade da religiáo é melhorar a vida humana, eliminar os preconceitos, contribuir para um avanço do bem-estar de todos.
Lindo ver alguém que usa as dificuldades para alegrar o mundo.
Sonia Maria
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domingo, 24 de março de 2013

O poder da religião--Ana Campos-Jornal Expresso 15 de Marco de 2011


Foto - National Geographic


O poder da religião: Texto de Ana Campos, publicado no jornal Expresso, 15 de Março de 2013 
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 Poderá uma determinada religião ser um obstáculo ou um incentivo ao desenvolvimento socioeconómico?

Estudos demonstram que as religiões preponderantes nos países desenvolvidos acreditam que os indivíduos podem controlar relativamente o seu destino, contribuindo assim para o seu desenvolvimento. Ao contrário, as religiões que promovem a resignação, atribuindo ao indivíduo um papel irrelevante no seu próprio destino, demonstram um subdesenvolvimento da sociedade onde estão inseridas.

Não se trata de classificar uma religião como sendo melhor ou superior a outra, mas os valores de cada uma influenciam fortemente toda a sociedade independentemente de se ser crente ou não crente dessa religião ou de nenhuma. As pessoas comportam-se de maneira diferente perante os mesmos estímulos económicos ou na falta deles. Atitudes negativas ou positivas perante o progresso material, direitos humanos, valor da vida são transmitidos de diferente maneira por cada religião, sendo que cada uma tem o seu próprio conceito relativamente a cada assunto. As diferenças também se encontram na maior importância que se dá aos fins ou aos meios para se atingir esses fins. Se a prioridade está no presente ou no futuro.

Obviamente que as culturas mudam constantemente, mesmo que seja lentamente, e as religiões tentam adaptar-se mantendo a continuidade dos seus valores e tradições na sociedade. Um determinado país que pretende o seu próprio desenvolvimento socioeconómico não deve renunciar nunca aos seus valores no engano de que assim o vai conseguir. É importante ouvir o que os outros têm a dizer mas é fundamental que se tenha a noção de que também temos algo importante a dizer e a transmitir aos outros. É tudo uma questão de perspetivas. As culturas não têm de ser renunciadas para se copiar outras, têm de ser reinventadas respeitando os seus próprios valores para a promoção do desenvolvimento social e económico.
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Excelente artigo de Ana Campos...
Sonia Maria

sexta-feira, 22 de março de 2013

RENASCENÇA: Comunidade Bahá’í entra hoje no ano 170

RENASCENÇA: Comunidade Bahá’í entra hoje no ano 170:


Começa hoje o ano 170 da Era Bahá’í, segundo o calendário utilizado pelos seguidores de Bahá'u'lláh, considerado um profeta.

A religião tem as suas raízes no Islão e, culturalmente, na Pérsia, de onde era originário o seu fundador. O dia 21 de Março é, nesta antiga cultura, a data em que se assinala a passagem de ano, que assim coincide com o início da Primavera.

Marco Oliveira, um português que segue esta fé, explica que com o começo do ano chega ao fim um mês de jejum, que se assemelha à Quaresma para os cristãos: “É um calendário que se baseia no ano solar e tem 19 meses de 19 dias cada, e ainda alguns dias intercalares. Este mês que termina foi de jejum, de preparação para o ano novo em que vamos entrar. Há aqui uma analogia com o que acontece no Cristianismo, com a Quaresma e com a Páscoa, há um período de preparação e depois um renascimento.”

A data é, portanto, de celebração, o que vai acontecer em Portugal mas noutros países vai ser mais comedido: “As zonas de maior preocupação são alguns países do médio-oriente, nomeadamente o Irão e o Egipto, onde os Bahá’í vêem a sua actividade e até as suas vidas pessoais profundamente condicionadas devido a preconceito religioso. Naturalmente também nos lembramos desses crentes que estão a sofrer essas pressões”, diz Marco Oliveira.

A comunidade portuguesa é relativamente recente e composta por cerca de 4.000 pessoas, a maioria dos quais portugueses: “Costumo dizer que a comunidade é uma espécie de amostra da sociedade portuguesa, temos pessoas de todo o género, desde o engenheiro doutorado ao trabalhador das obras, os médicos e os universitários, os empresários e os desempregados, jovens e reformados.”

“Temos pessoas de todos os extractos e grupos em Portugal. Também há algumas famílias de origem persa que surgiram sobretudo depois da revolução iraniana, que chegaram como refugiados e depois se instalaram em Portugal e que deram o seu contributo para o desenvolvimento da comunidade”, explica Marco Oliveira.

A religião, cujo membro português mais famoso será Nelson Évora, é conhecida pela tolerância e abertura ao diálogo: “O nosso fundador encorajou-nos com as seguintes palavras: ‘Associai-vos com os seguidores de todas as religiões num espírito de fraternidade e união’, é isso que tentamos fazer.”

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Fonte: Comunidade Bahá’í entra hoje no ano 170 (Rádio Renascença)

domingo, 3 de março de 2013

Diversidade Religiosa na Tunísia: A Fé Bahá'i-Blog-Povo de Bahá




Diversidade Religiosa na Tunísia: A Fé Bahá'í: O texto seguinte foi publicado no site tunisialive e é o primeiro de uma série intitulada "Pluralismo Espiritual da Tunísia" dedicada às minorias religiosas daquele país. Este texto usa a palavra "Bahaismo" para referir a Fé Bahá'í,

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Embora os membros da Fé Bahá’í digam não ser abertamente perseguidos pelo Estado tunisino, ainda assim, muitas vezes, sentem-se socialmente marginalizados e excluídos.

"Alguns colegas meus deixaram de falar comigo quando souberam que eu era Bahá’í, apesar de eu ter um bom relacionamento com eles", disse Jamal, com 63 anos, um tunisino Bahá’í que está agora reformado.

Apesar do Bahaismo ser considerado uma das religiões que hoje crescem mais rapidamente, os seus seguidores enfrentam muitas vezes a hostilidade e a perseguição, especialmente no mundo muçulmano. Um dos casos mais conhecidos tem sido o da comunidade Bahá’í no Irão, que foi massacrada pelo regime islâmico.

Na Tunísia, o Estado tolera Bahaismo e permite a sua prática, apesar de considerar esta religião como uma heresia.

"O Bahaismo não é novo na Tunísia. Já existe há mais de um século", segundo Nizar, um representante do gabinete de comunicação social Bahá’í na Tunísia. "Surgiu originalmente com Bahá’ís egípcios que visitaram a Tunísia no início do século passado".

Fundada no século XIX, o Bahaismo disseminou-se no Irão sob a orientação e liderança do Bab e Bahá'u'lláh, que os Bahá’ís consideram ser um profeta. Os Bahá’ís acreditam em todos os mensageiros que o precederam Báb e pensam que eles fundaram religiões relevantes para os seus tempos e contextos. Sendo uma religião monoteísta, a fé Bahá’í acredita na unidade espiritual da humanidade.

"A religião Bahá'í é uma religião organizada", explica Nizar. "Ela tem uma estrutura administrativa, e organiza reuniões mensais a cada 19 dias, durante o qual entoamos a Duaa e debatemos algumas questões. Também elegemos uma comissão todos os anos".

Embora não haja um censo oficial de Bahá'ís, Nizar estima que existam mais de mil na Tunísia. Acrescenta que os números têm aumentado nos últimos anos pois os tunisinos tornaram-se mais interessado por novas religiões.

Jamal afirma que não cresceu em um lar religioso; o seu pai era um ateu. Embora ele não acreditasse na religião quando era jovem, começou a ler sobre a espiritualidade e descobriu o Bahaismo.

"Fiquei impressionado pela forma como os Bahá’ís no Irão foram perseguidos e ainda continuam a resistir, sem ser violentos", disse ele. "Eles foram massacrados e ainda mantêm as suas crenças".

E prossegue: "Nós não rejeitamos o Islão. Nós acreditamos em todos os mensageiros de Deus. No entanto, as religiões evoluem e a humanidade progride. Isto é o que nos ensina Bahaismo. Chegámos a uma fase de maturidade. Precisamos de uma nova religião e novas leis.''

O Estado Tunisino não reconhece Bahaismo como religião, e embora a prática da fé seja geralmente tolerada, os membros da comunidade reportaram alguma hostilidade durante o antigo regime.

Jamal disse que foi chamado ao Ministério do Interior a cada poucos meses, onde as autoridades onde o questionavam sobre a comunidade Bahá’í.

"Quando tentei renovar meu passaporte, eles adiaram o processo e acabaram por me propor que me tornasse informador ", afirma. "É claro, eu me recusei e com a ajuda de algumas pessoas conhecidas, consegui o meu passaporte."

Nizar acrescenta: "Algumas pessoas dizem que isto não é uma religião e esta não é a nossa fé. Eles são livres para acreditar nisso. Cremos num só Deus, e em todos os profetas, apesar de tudo."

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Notícia original: Tunisia’s Spiritual Pluralism: The Baha’i Faith

A liberdade que definha para os Bahá'ís no Irão



A liberdade que definha para os Bahá'ís no Irão: Por Winston Nagan, professor de Direito e Director-Fundador do Instituto de Direitos Humanos e Desenvolvimento para a Paz na Universidade da Flórida, e ex-presidente do conselho de administração da Amnistia Internacional dos EUA (1989-91).

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Imagine viver em Semnan, no Irão, uma cidade a cerca de 120 quilómetros a leste de Teerão, onde as minorias religiosas têm sido particularmente perseguidas pelo governo. Aí, mais de uma dúzia de empresas pertencentes aos membros da sua comunidade de fé foram encerradas nos últimos três anos. Prisões, convocações para interrogatórios e detenções curtas e prolongadas são a norma. Como membro da Fé Bahá’í, a maior minoria religiosa não-muçulmana no Irão, você está acostumado à insegurança. No entanto, agora você é uma mãe com um bebé em casa e a preocupação torna-se ainda maior porque o seu pior pesadelo tornou-se realidade.

Mas isto não é a sua imaginação. Esta é a realidade para os Bahá’ís no Irão. A Freedom House, uma organização de monitorização da liberdade religiosa, reportou que três mães pela primeira vez - a Sra. Zohreh Nikayin, a Sra. Taraneh Torabi, e a Sra. Neda Majidi - foram presas no país por serem Bahá’ís. Cada uma está na prisão juntamente com o seu bebé de menos de um ano. Também vi relatórios que indicam que, desde Setembro de 2012, ao filho da Sra. Nikayin, Resam, contraiu uma infecção intestinal e desenvolveu um problema no ouvido, foi receitado um medicamento e ordenado o regresso à prisão; o filho da Sra. Torabi, Barman, contraiu uma doença pulmonar e foi hospitalizado. A Sra. Majidi tem estado na prisão com seu bebé desde Dezembro de 2012. Nos últimos meses, tivemos conhecimento de vagas de prisões de Bahá'ís e encerramentos de estabelecimentos comerciais em diversas cidades do Irão, e mais recentemente, em Gorgan e Hamadan.

O que poderia motivar o Estado a cometer tão flagrantes violações das normas internacionais ao decretar a prisão de crianças? Terá preconceito religioso ido tão longe ao ponto de eliminar qualquer sentimento de empatia, ou, neste caso, vergonha?

Historicamente, os abusos de direitos humanos no Irão têm sido acompanhados de perto pelo governo dos EUA e pela comunidade internacional, e este ano não é diferente. A sessão extraordinária do Congresso no dia de Ano Novo trouxe algum alívio emocional para as famílias americanas com familiares no Irão e outros que se preocupam com as perseguições religiosas naquele país, quando a Câmara dos Representantes aprovou a Resolução 134. Esta destaca e condena os abusos contra os direitos humanos cometidos pelo governo do Irão, em particular contra a comunidade Bahá’í.

Mulheres na Prisão de Evin
Na sua declaração de apoio na véspera de Ano Novo no plenário da Câmara, a presidente cessante da Comissão de Assuntos Estrangeiros, Ileana Ros-Lehtinen, acrescentou que a resolução "insta o Presidente e o Secretário de Estado a usar as medidas já promulgadas na lei da Comprehensive Iran Sanctions, Accountability, and Divestment Act of 2010 para sancionar funcionários iranianos responsáveis por violações dos direitos humanos contra os Bahá'ís e outros". E acrescentou: "Eu sou uma co-autora dessa legislação, e essas medidas não estão lá para simples exibição. Elas estão lá para punir os responsáveis por esses crimes, e impedir futuras violações dos direitos humanos. "Numa altura em que profundas tensões partidárias têm sido a norma na Câmara, foi notável o facto desta resolução, apresentado pelo deputado Robert Dold (R-Ill.), ter recebido 78 republicanos e 68 democratas como co-patrocinadores antes de ser posta à votação.

Apenas 12 dias antes da aprovação da Resolução 134, em 20 de Dezembro de 2012, a Assembleia Geral da ONU aprovou uma resolução onde levanta uma série de preocupações sobre direitos humanos no Irão, incluindo, entre outras, a "crescente perseguição e violações dos direitos humanos contra pessoas pertencentes a minorias religiosas não reconhecidas, especialmente membros da Fé Bahá’í e seus defensores, incluindo ataques crescentes, um aumento no número de prisões e detenções, e a restrição de acesso ao ensino superior por motivos religiosos."

Esta resolução acrescenta a necessidade de "eliminar a criminalização dos esforços para proporcionar educação superior aos jovens Bahá’ís a quem é negado o acesso às universidades iranianas" e "para libertar os sete dirigentes Bahá'ís detidos desde 2008, e para conceder todos os Bahá'ís, incluindo aqueles que estão presos devido às suas crenças, a plena aplicação da lei e os direitos que estão garantidos constitucionalmente."

Identificar, envergonhar e sancionar os autores individuais de flagrantes violações dos direitos humanos tornou-se, nos últimos anos, uma forma popular de por fim à impunidade. Se este ano revelará maior uso deste meio para mitigar o sofrimento dos Bahá’ís, Cristãos, Sufis e Sunitas do Irão, e tantos outros que sofrem o abuso é uma questão que o governo dos EUA e a comunidade internacional terão de considerar. Enquanto isso, a resolução 134 e a resolução recente da ONU lançam uma luz brilhante sobre as violações dos direitos humanos pelo governo iraniano de direitos e levam esperança para as Sras. Nikayin, Torabi e Majidi, e para seus filhos.

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Texto original em inglês: Freedom languishes for Baha’is in Iran 

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Mães e bebés numa prisão iraniana-Blog-Povode Bahá

Mães e bebés numa prisão iraniana: Esta história já tem algumas semanas. Mas quando a falta de humanidade das Autoridade Iranianas me dá a volta ao estômago, então sinto que não devo deixar cair esta história no esquecimento.



Segundo uma notícia divulgada pela Human Rights Activists News Agency (HRANA), no Irão, duas mulheres Bahá’ís - Zohreh Nikaeen e Taraneh Torabi - foram levadas para a prisão de Semnan onde devem cumprir penas de prisão a que tinham sido condenadas por serem Bahá'ís.

As duas mulheres tiveram que levar consigo os seus filhos com alguns meses de idade; a saúde de mães e filhos tem-se deteriorado. As crianças necessitam de cuidados médicos urgentes e sabe-se que uma delas tem uma infecção nos ouvidos.

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FONTE: Physical deterioration of two Baha’i infants in Semnan prison - Iran
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Repassando para este Blog
Sonia Maria
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Diálogo e linguagem religiosa

Diálogo e linguagem religiosa:
Para estabelecer um diálogo é necessário falar a mesma linguagem que o nosso interlocutor. E para uma linguagem ser comum, não basta partilhar de palavras iguais; os significados destas palavras também têm de ser os mesmos.

No caso do diálogo inter-religioso será que temos uma linguagem comum? Em cada religião encontramos conceitos e termos únicos; e também podemos encontrar palavras comuns no vocabulário de diferentes religiões. Mas será que essas palavras comuns significam a mesma coisa?

Será que termos como “revelação”, iluminação”, “pecado”, “inferno” ou “paraíso” têm significados comuns para todos os crentes?

Consideremos as seguintes palavras de Bahá'u'lláh:
Nós, em verdade, viemos por vossa causa e suportamos os infortúnios do mundo para vossa salvação. (Bahá'u'lláh, Epístola Mais Sagrada)
A maioria dos Bahá’ís ao ler esta frase tem um entendimento específico sobre a palavra “salvação” e capta um determinado entendimento desta frase. Mas um Cristão pode entender esta palavra noutro sentido, e fazer uma leitura diferente desta frase. Torna-se claro que as leituras que fazemos dos textos sagrados estão sempre condicionadas pela nossa perspectiva, pelo nosso lugar no universo das religiões.

O problema surge quando recusamos a validade de outras perspectivas, ou insistimos infundadamente na superioridade da nossa perspectiva.

Quando uma confissão (ou um crente) pretende que se usem estes termos apenas com o significado que lhes é familiar e recusam entender ou aceitar outros significados, então que diálogo inter-religioso poderemos ter?

Quando se tenta descrever as outras religiões com a nossa própria linguagem religiosa (em vez de usar as linguagens dessas religiões) que espécie de diálogo estamos a construir?
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Devemos realmente valorizar esta matéria, esta orientação na nossa prática de apresentar a Mensagem Bahá'i...
Obrigada ao Marco Oliveira- Membro da Comunidade Bahai de Portugal e editor do Blog-Povo de Bahá
Sonia Maria
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