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sábado, 4 de maio de 2013

Aqui todos ajudam

Aqui todos ajudam:
Apesar dos muitos sorrisos sempre prontos a explodir, a vida das crianças das aldeias do Laos não é fácil. A partir de muito cedo começam a participar nas tarefas familiares, nomeadamente ajudando os pais a tratar das pequenas hortas como estas perto da aldeia Ban Sanumnay, no planalto Bolaven.


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Mais apesar de tudo, sendo mais [uteis e voltadas para ajudar os pais.
Sonia Maria
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sexta-feira, 26 de abril de 2013

O país dos nomes poéticos

O país dos nomes poéticos:
Faltam poucos dias para saír do Laos. Fui rumando a sul, vagarosamente, ao sabor da descoberta e ao ritmo dos vagarosos autocarros. Estou a chegar a Don Det, uma pequena ilha no meio do rio Mekong.
Don Det não é uma ilha isolada no rio. Faz parte de um arquipélago que se estende até ao momento em que o Mekong se despede do Laos e entra Cambodja dentro. Chama-se este arquipélago as 4.000 ilhas.
Atente-se bem no nome: 4.000 ilhas. São muitas mas poderão não ser tantas ou mesmo ultrapassar este número. Não é isso que está em causa. O que conta aqui é a poética do nome. Quatro mil ilhas é um belo nome; a mais bela das designações para um arquipélago.
E o Laos é o país que já foi o reino do Milhão de Elefantes.
Há uma evidente veia poética neste povo de hábitos calmos, que parece ter todo o tempo do mundo para executar a mais trivial das tarefas e que adora deitar-se em largas camas de madeira ao ar livre à espera que o sol dê uma trégua.
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Este site me leva a lugares inimagináveis.....
Site: Do Cabo da Roca a Vladivostok
Sonia Maria
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sexta-feira, 5 de abril de 2013

A propósito de Ho Phra Keo

A propósito de Ho Phra Keo:
O antigo templo de Ho Phra Keo é uma das mais antigas construções de Vientiane e a sua vida acompanha os ventos da história, que por vezes sopraram fortes no Laos. Começou a ser construído em 1556 e por duas vezes foi deixado em escombros.
O actual museu que alberga uma pequena coleção de artefactos religiosos foi erigido por ordem do rei Sethathirath para albergar o  Buda de Esmeralda - a mais sagrada imagem do sudueste asiáico descoberta em Chiang Mai, na Tailândia, e que agora pode ser visto no Grande Palace de Bangkok e que foi esculpido não em esmeralda, mas numa única peça de Jade.
Como é que esta imagem chegou a Vientiane? E como é que agora está na capital tailandesa?
Até ao século XIV, a zona que hoje é conhecida como Laos era um aglomerado de principados e etnias diferentes. O senhor da guerra khmer  Fa Ngun conquistou grande parte do território e deu-lhe o nome de reino do Milhão de Elefantes. A sua dinastia fez do país a força dominante do sudoeste asiático num território que integrava parte do noroeste da actual Tailândia e - consequentemente - Chiang Mai. Após o Buda de Esmeralda ter sido descoberto foi levado para Luan Prabang, no norte.
É então que Sethathirthat resolve construir o templo para trazer a imagem para Vientiane. Mas outro reino ganhava força nesta parte do globo. O reino do Sião - actual Tailândia - tinha aspirações a tornar-se a potência dominante e no século XVIII resolveu impôr-se, num conflito que levou ao cerco e destruição de Vientiane. Foi então que a imagem foi levada para Bangkok, onde ainda se encontra.
Já no século XIX o templo foi reconstruído pelo rei Annouvong. Vassalo do soberano de Sião, rebelou-se numa tentativa de ganhar autonomia total que foi asfixiada. Novamente o templo foi destruído.
O templo só viria a ser reconstruído já nos anos 20 do século passado e desta feita pelos colonos franceses.


domingo, 24 de março de 2013

A queda de água de Kuang Si

A queda de água de Kuang Si:
  O primeiro vislumbre que temos das quedas de água de Kuang Si, perto de Luan Prabang, no Laos, é de pequenos socalcos de água impossivelmente azul rodeados de uma vegetação luxuriante. A partir de então, seguimos por pequenos trilhos que nos levando cada vez mais alto, por uma suave pendente até ao lago principal que recebe a água que cai de mais de vinte metros de altura.
No momento em que pela primeira vez vejo a queda de água deparo-me com uma das imagens mais fortes desta minha viagem pelo Laos. Ao azul e branco da água e da sua espuma e aos muitos verdes da vegetação em volta juntam-se os salpicos laranja de dezenas de monges budistas.
São alunos de uma "escola de monges" de Vientiane, a capital, e vieram até Luan Prabang em visita de estudo. E isso explica muito da forma descontraída com que se passeiam. Tiram fotografias, procuram o melhor spot para ver a cascata, molham os pés e riem-se. Estão todos eles no final da adolescência e alguns pretendem continuar a vida monástica. A maioria, como Khamleck, têm outros planos. Khamleck, o monge - como assina - vai deixar o hábito no final do ano e pretende depois estudar arte.
Mas por enquanto é monge como todos os outros. Todos eles noviços e jovens à procura do melhor que a vida tem. Durante uma meia hora encontraram-no nas cascatas de Kuang Si. 
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Cocoando a Postagem no Blog-Ternura de Deus, viajando on-line graças ao site Do Cabo da Roca a Vladivostok.
Sonia Maria
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quarta-feira, 13 de março de 2013

Pelos caminhos do património mundial

Pelos caminhos do património mundial:
Hoje dei por mim a pensar na viagem e nos caminhos que me trouxeram até Luan Prabang, a segunda maior cidade do Laos que tem o seu quê da atmosfera que apenas podemos encontrar em Sintra. E a analogia levou-me longe.
Desde que a 20 de setembro do ano passado comecei esta viagem, já atravessei um continente e estou a meio de outro. E o comboio, o autocarro, a bicicleta, a scooter ou o tuk-tuk levaram-me a locais que só em sonhos imaginei. Calcorreei as mesmas calçadas percorridas por São Francisco Xavier na Índia e na Malásia, fiz-me às florestas da tribo Akha, contemplei o túmulo de Cirus, o Grande, no Irão e até comi escorpião em Bangkok.
Quando abro o computador, olho para o mapa e refaço o percurso destes já mais de cinco meses na estrada, apercebo-me de como os meus passos me levaram por caminhos que são Património da Humanidade. Budapeste, Istambul, Éfeso, Pamukalle, Velha Goa, Fort Cochi, Malaca, GeorgeTown, Sukhotai e agora Luan Praban.
Uns celebram a antiguidade, outros o encontro de culturas e outros ainda a maravilha da natureza. Mas todos têm em comum uma magia que os torna únicos.
Vou a meio da viagem e já tanto vi.
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Mas ele viaja, e me faz conhecer tantos lugares, via seu site- Do Cabo da Roca a Vladivostok,  de Portugal...
Grata por nos oferecer estes artigos. Sonia
Sonia Maria
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