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terça-feira, 9 de julho de 2013

Aldeia flutuante- Site -Do Cabo da Roca a Vladivostok-viajando pela Asia

Aldeia flutuante:
Nestas águas calmas ricas em peixe e marisco, são várias as aldeias de pescadores. Mas como a imensa maioria das ilhas são escarpadas e impossíveis de habitar, pescadores e famílias vivem em aldeias flutuantes. Durante as tempestades, refugiam-se em grutas próximas.
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Táo linda imagem, que a gente parece que est[a mergulhando nestas almas calmas.
Sonia Maria


Beijing ou Pequim?

Beijing ou Pequim?:
Cheguei à China, última etapa antes da entrada na Rússia. Uma passagem rápida por este país que merece - só ele - uma grande viagem como esta que estou a empreender. Atravesso-a a correr, fazendo mais de 2.000 quilómetros em apenas 30 horas, num sobrelotado comboio, e quando dou por mim estou em Pequim. Ou será Beijing?
Durante séculos, os portugueses chamaram à capital chinesa Pequim, mas nos últimos anos começou a surgir a grafia Beijing em várias publicações impressas. É isto apenas uma moda ou há algo mais significativo por detrás da nova grafia?
Claro que sim. Em 1979 a República Popular da China adoptou o Pinyin - uma simplificação dos nomes chineses na grafia ocidental. Um passo destinado a facilitar os contactos com o exterior e que grafou o nome da capital como Beijing - assim como Mao Tze Tong passou a ser Mao Zedong.
Esta grafia foi rapidamente adoptada pelos países anglo-saxónicos, mas na velha Europa continuou-se a utilizar a grafia anterior, consoante os países. Em Portugal não há uma regra definida e a própria página da Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas opta por colocar os dois nomes: Pequim e Beijing.
Sendo portanto ao gosto do freguês, e apesar de no dia-a-dia utilizar Beijing (porque de outra forma não seria entendido) continuarei a escrever Pequim.
Estou, pois, em Pequim, a plana cidade de mais de 10 milhões de habitantes em que dois mundos se interconectam. A cidade está bastante ocidentalizada mas continuam a existir pequenos focos que nos dão uma ideia de como era, com estreitas ruelas e pequenos edifícios de apenas um piso construídos com tijolo cinzento.
E apesar de ter muita gente esta é uma cidade em que é agradável andar. O metro e as minhas pernas são os meios de transporte de eleição. O metro porque é muito bom e chega praticamente a todo o lado. O mesmo acontece com as minhas pernas, que me levam onde eu quero. Desde que as distâncias sejam mais curtas, claro.
*********************************************************************************************Historias de viagem do site- Do Cabo da Roca a Vlkadivostok
Passagem pela China.
Sonia Maria


Em Vladivostok!


Imagem- Vector- Freepick
Em Vladivostok!:
Sei que não é normal publicar duas crónicas no mesmo dia, mas também não é todos os dias que se atinge o objectivo da viagem. Às 8 da noite locais - 10 da manhã em Portugal - cheguei a Vladivosotk. Está assim cumprido o objectivo desta viagem: ligar o extremo ocidental da Europa à cidade mais oriental do continente asiático; unir o Cabo da Roca a Vladivostok.
E por aquelas coincidências agradáveis, a chegada ao mais importante porto russo no Pacífico aconteceu exactamente nove meses depois de iniciada a viagem. Estou há 270 dias na estrada; fiz mais de 30 mil quilómetros; atravessei a Europa e infiltrei-me na Ásia pela Turquia; seguiu-se o Irão, Índia, Singapura, Tailândia, Laos, Cambodja, Vietnam e China.
A chegada a Vladivostok não implica o fim desta aventura que me mudou. Agora há que fazer a viagem de regresso e como deve imaginar não vou à procura do aeroporto mais próximo.
Vou levar os próximos dias a conhecer Vladivostok e depois meto-me de novo à estrada. Ou melhor, ao caminho de ferro. O próximo passo é só ele toda uma aventura: cruzar a Rússia no Transiberiano, o mais longo caminho de ferro do mundo e depois entrar nas repúblicas bálticas e ir fazendo o meu caminho pela Europa. Agora sim sempre de comboio.
Mas das minhas vivências russas darei notícia mais para a frente. Como é evidente, há uma discrepância entre o que vou publicando aqui e os locais onde estou. Só assim era possível manter a actualização diária. Para si estou nos meus últimos dias do Vietnam e segue-se a passagem pela China.
Mas queria que fossem os primeiros a saber: Já estou em Vladivostok!.
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ötimo ver o nosso viajante atingindo sua meta...
Site- Do Cabo da Roca a Vladivostok
Viagem de Comboyo
Sonia Maria


sexta-feira, 21 de junho de 2013

Socalcos= Site- Do Cabo da Roca a Vladivostok

Socalcos:


*********************************************************************************************Hoje quero continuar viajando com o site......Ver novas paragnes, onde haja mais natureza, vida mais simples, menos aglomerados urbanos..Clique para ver a materia..Sonia
Blog-Ternura de Deus

terça-feira, 11 de junho de 2013

As ruinas de My Son

As ruinas de My Son:
 My Son é um dos vários locais Património da Humanidade no Vietnam. São ruínas de um conjunto de templos khmer, bastante interessantes e numa paisagem lindíssima e de um verde luxuriante.
Mas a verdade é que apenas um mês depois de ter passado por Angkor Wat, no Cambodja, tive de fazer um esforço de concentração para não perder o interesse. Caminha-se por um trilho de três ou quatro quilómetros circular e as ruínas vão-se deixando descobrir. Algumas são espetaculares mas de muitas apenas restam alguns muros.
Mas o que verdadeiramente me cativou foi ver duas crianças na pré-adolescência a pintar à sombra que lhes era dada por um conjunto de árvores. Junto delas estavam duas mulheres jovens. Uma dela entretinha-se a bordar um qualquer desenho, seguindo as indicações de cores que a tela já trazia.
A outra estava mais atenta ao seu papel. De quando em vez levantava-se para ir ter ora com o rapaz ora com a rapariga, observar o seu trabalho e dar algumas indicações.
Ali, sentado com as ruínas à vista, perdi-me a contemplar a cena. O rapaz estava mais compenetrado e pouca atenção me deu, com o olhar sempre em mira para o templo ia dando umas pinceladas no papel montado num cavalete.
A rapariga era mais expansiva e mostrou-se agradada com a atenção que de mim recebia. Tão agradada que a professora lhe foi dizer - imagino - para se concentrar no trabalho. Passados longos minutos pôs de lado os lápis de cera e foi mostrar o desenho a quem de direito.
É este desenho que publico, de cores vivas e com cenas imaginadas. Pedi-lhes primeiro para o ver e depois para o fotografar. Não é difícil quando há vontade de comunicar. Já com o desenho dentro da minha Fuji X10 quis saber o nome da sua autora que escreveu no meu caderno de apontamentos:
"Chamo-me Chanh Ngãn e estudo na escola Nguyen Chan Hãn, telefone nº 09587254".
O número de telefone não é o dela, é o da escola, claro. E a Chanh é esta menina de grande sorriso:





**********************************************************************************************Mas cada dia que visito site do Cabo da Roca a Vladivostok , do nosso amigo viajante- viagem de comboyo, encontro coisas lindas e maravilhosas. Como relata trabalhos de artes com crian;as, gostei entáo mito mais.
Um bom-dia !
Sonia Maria
Atom

sábado, 4 de maio de 2013

Época das monções está à porta

Época das monções está à porta:

 Ainda falta cerca de um mês, mas a época das monções no sul do Laos está à porta e de quando em vez parece que a natureza faz questão de o lembrar. Estava eu ao fim da tarde a escrever tranquilamente na varanda do bungalow-a-três-euros-a-noite quando o céu escurece de repente e uma forte rajada de vento leva tudo à frente.
O vento foi tal que me obrigou a retirar tudo do balcão e a seguir para outras paragens. Ao ruído da ventania juntava-se o restolhar das árvores e o bater de algumas portas. Ao longe ouvia-se o ribombar de trovões em modo quase contínuo.
 Durante cerca de duas horas a vida como que ficou em suspenso na ilha de Don Det. As luzes foram apagadas por precaução e nos restaurantes-esplanada muitos conversavam baixo, como que para não incomodar os elementos, mas a maioria limitava-se a olhar para o rio em desalinho.

*********************************************************************************************Viajando on-line. Gosto deste site: Do cabo da Roca a Vladivostok
Ótimas postagens, uma verdadeira aula de historia e geografia.
Sonia Maria
Atom


sexta-feira, 26 de abril de 2013

O país dos nomes poéticos

O país dos nomes poéticos:
Faltam poucos dias para saír do Laos. Fui rumando a sul, vagarosamente, ao sabor da descoberta e ao ritmo dos vagarosos autocarros. Estou a chegar a Don Det, uma pequena ilha no meio do rio Mekong.
Don Det não é uma ilha isolada no rio. Faz parte de um arquipélago que se estende até ao momento em que o Mekong se despede do Laos e entra Cambodja dentro. Chama-se este arquipélago as 4.000 ilhas.
Atente-se bem no nome: 4.000 ilhas. São muitas mas poderão não ser tantas ou mesmo ultrapassar este número. Não é isso que está em causa. O que conta aqui é a poética do nome. Quatro mil ilhas é um belo nome; a mais bela das designações para um arquipélago.
E o Laos é o país que já foi o reino do Milhão de Elefantes.
Há uma evidente veia poética neste povo de hábitos calmos, que parece ter todo o tempo do mundo para executar a mais trivial das tarefas e que adora deitar-se em largas camas de madeira ao ar livre à espera que o sol dê uma trégua.
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Este site me leva a lugares inimagináveis.....
Site: Do Cabo da Roca a Vladivostok
Sonia Maria
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sexta-feira, 5 de abril de 2013

A propósito de Ho Phra Keo

A propósito de Ho Phra Keo:
O antigo templo de Ho Phra Keo é uma das mais antigas construções de Vientiane e a sua vida acompanha os ventos da história, que por vezes sopraram fortes no Laos. Começou a ser construído em 1556 e por duas vezes foi deixado em escombros.
O actual museu que alberga uma pequena coleção de artefactos religiosos foi erigido por ordem do rei Sethathirath para albergar o  Buda de Esmeralda - a mais sagrada imagem do sudueste asiáico descoberta em Chiang Mai, na Tailândia, e que agora pode ser visto no Grande Palace de Bangkok e que foi esculpido não em esmeralda, mas numa única peça de Jade.
Como é que esta imagem chegou a Vientiane? E como é que agora está na capital tailandesa?
Até ao século XIV, a zona que hoje é conhecida como Laos era um aglomerado de principados e etnias diferentes. O senhor da guerra khmer  Fa Ngun conquistou grande parte do território e deu-lhe o nome de reino do Milhão de Elefantes. A sua dinastia fez do país a força dominante do sudoeste asiático num território que integrava parte do noroeste da actual Tailândia e - consequentemente - Chiang Mai. Após o Buda de Esmeralda ter sido descoberto foi levado para Luan Prabang, no norte.
É então que Sethathirthat resolve construir o templo para trazer a imagem para Vientiane. Mas outro reino ganhava força nesta parte do globo. O reino do Sião - actual Tailândia - tinha aspirações a tornar-se a potência dominante e no século XVIII resolveu impôr-se, num conflito que levou ao cerco e destruição de Vientiane. Foi então que a imagem foi levada para Bangkok, onde ainda se encontra.
Já no século XIX o templo foi reconstruído pelo rei Annouvong. Vassalo do soberano de Sião, rebelou-se numa tentativa de ganhar autonomia total que foi asfixiada. Novamente o templo foi destruído.
O templo só viria a ser reconstruído já nos anos 20 do século passado e desta feita pelos colonos franceses.


quinta-feira, 4 de abril de 2013

Os sapatos ficam à porta

Os sapatos ficam à porta:
 Os sapatos ficam à porta. Seja dos templos, casas, hoteis ou mesmo algumas lojas. No Sudoeste Asiático entrar calçado em qualquer lugar é uma falta de respeito e consideração.
Os pés são a parte mais "baixa" do corpo e por isso há também que ter o cuidado de não nos sentarmos com os pés para a frente, apontando para uma imagem de buda, ou descansá-los num banco que esteja fronteiro a uma pessoa.


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Sempre aprendendo com este site...
Sonia Maria
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quarta-feira, 13 de março de 2013

Pelos caminhos do património mundial

Pelos caminhos do património mundial:
Hoje dei por mim a pensar na viagem e nos caminhos que me trouxeram até Luan Prabang, a segunda maior cidade do Laos que tem o seu quê da atmosfera que apenas podemos encontrar em Sintra. E a analogia levou-me longe.
Desde que a 20 de setembro do ano passado comecei esta viagem, já atravessei um continente e estou a meio de outro. E o comboio, o autocarro, a bicicleta, a scooter ou o tuk-tuk levaram-me a locais que só em sonhos imaginei. Calcorreei as mesmas calçadas percorridas por São Francisco Xavier na Índia e na Malásia, fiz-me às florestas da tribo Akha, contemplei o túmulo de Cirus, o Grande, no Irão e até comi escorpião em Bangkok.
Quando abro o computador, olho para o mapa e refaço o percurso destes já mais de cinco meses na estrada, apercebo-me de como os meus passos me levaram por caminhos que são Património da Humanidade. Budapeste, Istambul, Éfeso, Pamukalle, Velha Goa, Fort Cochi, Malaca, GeorgeTown, Sukhotai e agora Luan Praban.
Uns celebram a antiguidade, outros o encontro de culturas e outros ainda a maravilha da natureza. Mas todos têm em comum uma magia que os torna únicos.
Vou a meio da viagem e já tanto vi.
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Mas ele viaja, e me faz conhecer tantos lugares, via seu site- Do Cabo da Roca a Vladivostok,  de Portugal...
Grata por nos oferecer estes artigos. Sonia
Sonia Maria
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