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sábado, 2 de março de 2013

Na aldeia de Porn Nan Ront

Na aldeia de Porn Nan Ront:
Os Akha são uma das tribos de montanha que habitam o norte da Tailândia. Sairam do sul da China há 300 anos e instalaram-se na Birmânia, actual Myanmar, de onde nas últimas décadas começaram a rumar em direção ao reino da Tailândia. Vivem uma vida simples mas como em todo o lado estão a perder as suas tradições.
A aldeia de Porn Nan Ront é um desses locais. Situado no extremo noroeste do país, o povoado é composto na sua quase totalidade por casas construídas com bamboo. E como em Portugal, apenas as crianças e os velhos resistem, tendo a maioria dos jovens migrado para a cidade mais próxima, Xiang Rai. Aqui vive-se da agricultura e do turismo, com uma guesthouse gerida por uma organização local que doa 10 por cento dos proveitos à aldeia.
Porn Nan Ront quer dizer a aldeia da cascata e a razão está à vista de todos quantos a visitam. A cerca de um quilómetro da última casa, uma queda de água mantém a sua força o ano inteiro, mesmo no final da estação seca.
Este é um daqueles locais procurados por turistas que querem fugir das urbes e da multidão. São poucos os que aqui chegam e poucos são os que resistem a ficar por mais tempo do que o planeado. A paisagem é deslumbrante, com a floresta a impor-se em toda a sua plenitude. A 1600 metros de altitude, os últimos cem metros são transpostos por uma estrada com uma inclinação superior a 20 por cento.
É preciso ser-se um atleta para vencer a rampa. E fazê-lo após uma caminha de quatro horas com um calor de perto de 36 graus não se consegue sem grande esforço. Há quedas de água, nascentes de água termal e a floresta. É tudo quanto se pode pedir numa aldeia que está a perder as suas tradições.



sábado, 26 de janeiro de 2013

Passagem pela Índia

Passagem pela Índia:
Como foi visível, fiquei verdadeiramente chocado com Mumbai e essa primeira impressão condicionou toda a minha estada na Índia. Podia ter continuado para norte, mas desaguei num mais relaxado sul.
Vi e experimentei a Índia mais fácil. Goa e Kerala e Fort Cochi. Mesmo assim, foi com alívio que entrei no avião em direção a Singapura.
Não gostei da Índia? Sim, gostei. Do que nunca me consegui alhear foi da imensa pobreza que encontrei à chegada e do lixo constante.
É-me impossível alhear do que me circunda e fazer como vi fazer em Mumbai. Seguir em frente sem sequer me aperceber da miséria à minha volta.
Há quem ame a Índia e quem não a suporte. E há os outros, como eu, que largam o país com sentimentos mistos.
Amit, um indo-americano pela quinta vez no país, disse-me um dia: "Este é um país de contrastes, um país onde somos maravilhados e em simultâneo vemos o horror. Nunca vi ninguém sair da Índia com um sorriso no rosto".

 *********************************************************************************Reflexões de um Viajante-Site Viagem de Comboio
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Sonia Maria
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quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

A cidade que a selva engoliu

A cidade que a selva engoliu:
Da Velha Goa que foi a capital do Império Português do Oriente durante cerca de três séculos pouco resta. E o que resta é suficientemente belo e importante para ter sido considerado Património da Humanidade em 1989.
A cidade que Afonso de Albuquerque escolheu para viver e que se tornou tão ou mais importante do que Lisboa no seu tempo foi afetada por epidemias que dizimaram boa parte da populção em meados do século XVII, levando o vice-rei a transferir-se de armas e bagagens para Panjim.
Hoje, no local da cidade que já teve 300.000 pessoas a acotovelarem-se nas suas ruas apenas subsiste o vasto e importante conjunto de igrejas construídas pelos portugueses como centro evangélico da Índia. Todos os edifícios civis desapareceram.
A força da natureza na Índia é brutal. A cidade abandonada foi atingida pelas monções e sem qualquer tipo de manutenção acabou literalmente engolida pela densa vegetação. É o que acontece com a igreja e convento de Santo Agostinho que começou a ser construída no século XVI e acabou por sucumbir no século XIX, dela restando ainda uma imponente torre. "Ainda me lembro de haver uma segunda torre quando era pequeno" - diz-me Xavier da Costa, taxista - mas também ela foi abaixo".





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