sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

DONDE SURGIU O "PAI NATAL"?

DONDE SURGIU O "PAI NATAL"?: "
Muita coisa se tem escrito sobre o Natal e seu significado no Mundo Ocidental onde se tornou numa mera festa comercial com grande apelo ao consumismo com toneladas de brinquedos e imensa comida que nada tem a ver com seu real e verdadeiro sentido.
A própria figura do velhinho obeso, simpático, de barbas brancas, vestido de vermelho e branco, dando prendas ás criancinhas, consegue mesmo sobrepôr-se à do menino Jesus nascido numa gruta fria, sem chaminé, aquecido apenas pelo calor humano de José e Maria e dos animais que ficaram sem a manjedoura para servir o deus menino que também recebeu presentes de 3 Reis Magos que o visitaram.
Na verdade o Natal é simbolo de nascimento e de vida no seu verdadeiro sentido e nada tem a ver com consumismo e excessos alimentares como se verifica nesta altura do ano com tanto desperdicio de comida que daria para matar a fome a tanta gente que passa mal. Felizmente há quem pense nos pobres todo o ano e não apenas neste periodo em que se multiplicam gestos de boa vontade e solidariedade humana para os ajudar.
Mas afinal donde veio esta figura do "Pai Natal" cuja história se conta de várias formas e serve hoje de Marketing no grande jogo comercial? Com efeito, o "Papai Noel" veio da América do Norte para a Europa no século 19, misturando-se na festa religiosa do 25 de Dezembro da tradição cristã por alguma razão. Pode-se mesmo dizer que foi uma habilidade comercial da 'Coca-Cola' que em 1931 fez uma grande campanha comercial aproveitando uma lenda de outros povos e introduziu-a à sua maneira no Mundo Ocidental.
O facto, porém, é que a lenda de Santo Clauss (ou S. Nicolau), um bispo de Mira no século IV, pessoa virtuosa que dava prendas e presentes ás pessoas, está ligada a um culto xamanístico do nordeste da Sibéria, trazido para a América pelas populações indígenas de outros tempos (descendentes de siberianos) quando atravessaram o estreito de Behring, pelo Alasca, há cerca de 30.000 anos.
Foi talvez a partir desses conhecimentos antigos que o americano Clement Moore fez um dia um poema (publicado em 1823) onde falava de um personagem que viajava num trenó puxado por renas, e que mais tarde Tomas Nast (um americano de origem bávara) deu à sua figura a imagem poética de um velhinho vestido com roupas árticas, bondoso, simpático, que depois o alemão Moritz vestiria de vermelho e branco tal como conhecemos hoje. Mas aqui também não é por acaso que essas cores foram escolhidas para completar a outra parte da lenda originada na Rússia e que tem a ver com o 'cogumelo agárico' (vermelho salpicado de branco) existente naquelas regiões frias, onde os xamãs das tribos antigas tinham o hábito de consumir a sua substância alucinogénica para entrar em 'transe' nos seus cultos e rituais onde tinham determinadas visões.
Os xamãs eram curandeiros que praticavam suas curas dentro das casas dos habitantes locais que não passavam de enormes buracos feitos no chão, recobertos com toras de bétula, onde os moradores protegiam-se do clima agreste siberiano conservando o fogo sempre aceso, deixando escapar a fumaça por uma ‘chaminé’ que afinal também servia de entrada e saida de quem morava no seu interior.
A verdade é que quando todos tomavam o alucinogénio dos cogumelos agáricos, o seu corpo astral se projectava para longe, tendo visões de entes da Natureza ou Elementais (gnomos, duendes, etc) conhecidos mais tarde nos contos e histórias infantis dos dias actuais. A história do 'Pai Natal' surgiu assim ao longo dos tempos alimentada pela imaginação das populações, em suas crenças e tradições. Agora, como essas crenças siberiano-xamanisticas se misturaram no Ocidente com a festa natalícia do nascimento do menino Jesus, isso já é uma outra questão.
O facto é que ninguém sabe ao certo qual foi a data precisa do nascimento de Jesus Cristo, pois ela já foi mudada por diversas vezes ao longo do tempo e variava entre o dia 6 de Janeiro, 25 de Março e 20 de Maio do 28º ano de César Augustus, e também 28 de Março, 20 de Abril e 17 de Novembro do ano 3 d.C., conforme consta na Enciclopédia Britânica 'Christmas'.
Finalmente atribuiu-se o dia 25 de Dezembro como a data mais provável do nascimento de Jesus no Mundo, e esta só foi estabelecida no século IV da nossa Era. E também não foi por acaso, porque é nesta altura do ano, à meia-noite, que se estabelece uma certa corrente de energias cósmicas no nosso Planeta quando a Constelação de 'Virgem' desponta no horizonte celeste e a de 'Orion' (3 estrelas alinhadas) representam todos os anos o nascimento do Menino deus na Terra, recebido pelos 3 Reis Magos.
Enfim, são pequenas curiosidades que podem ajudar a compreender melhor o significado do Natal, cujas festas e tradições religiosas deviam ser sempre preparadas e vividas de forma a sermos mais felizes, unidos na Paz e no Amor Universal. Só que, infelizmente, já se perdeu há muito o sentido do Natal no seu significado transcendental e se transformou tudo numa Festa Comercial.
Resta-nos, pois, conservar o lado bom da Tradição e tentarmos fazer todos os dias um mundo melhor, com mais verdade e mais amor no coração. Penso que é este o verdadeiro espírito do Natal, que nada tem a ver com os excessos e consumismos da grande loucura da Civilização.
Pausa para reflexão!
Rui Palmela
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Interessante o artigo:,cheio de informações culturais, esclarecendo a dimensão do fortalecimento do  Pai Noel.... O Natal na minha infancia não tinhamos esta fixação exagerada pelo Papai Noel...No Natal, relembrávamos  o significado do  Nascimento de  Nosso Senhor Jesus Cristo, não havia preocupação exagerada  com a  CEIA de NATA- a comemoração começava na pracinha, na rua, ,  tinha rabanadas, doces simples, Bolo da Paz, amendoim, castanha de cajú, pipoca, ..algodão doce e  ficavamos assis tindo o Pastoril  na rua  até meia noite.A materialidade exagerada do Natal  no Ocidente, com a iluminação( hoje não sendo uma maneira ecologicamente sustentável mesmo) os presentes caros e muitas vezes inaccesiveis , angústia dos mais pobres e dos solitários, a decoração mais cultural do que com simbologias  espirituais,mas estimulados com enfeites industrais que lucra bastatne. Os presentes eram coisas simples, geralmente feitos pelas pessoas- era importante usar um roupa nova , e muita gente costurava, inclusive eu mesma...Muitos dias de dança de Pastoril na pracinha, não havia crack, cocaina, sequestro, pedofilia  igual a que se vê hoje, Ns Festas Religiosas não se tocava músicas como tocam-se hoje, músicas eram culturais do Natal ou  do Nordeste, ainda com aquela pureza do interior. Tinha roda gigante na pracinha, balanço nos  barcos do parquinho,, carrossel...Não víamos brigas ou assasinatos nestas Festas. O mundo foi perdendo a tradição dos autos  de natal, e substituindo pela cultura de Papai Noel com influência europeia e americana., como tão bem retratada na matéria deste Blog que é de Portugal...Neste ano, como em muitos anos após tornar-me bahái, sem deixar de ser cristã, lembrando o amor inspirado por Jesus Cristo nos corações, que hoje encontra-se abafado, mantenho sempre uma pequena reunião, onde fazemos  Orações para o mundo achar novamente seu rumo, lemos Textos Baháis sobre o significado do Nascimento de um Revelador Divino  ou Messias das Escrituras Baháis ,fazemos um lanche ou até uma pequena ceia com amigos que trazem sempre algo,, os parentes estão longe, há um momento mágico não de papai Noel mais de espiritualidade genuína nos corações. o unico Pai que nos consola e dá alegria e paz verdadeira ,é´Deus.Entao tenhamos o desejo neste momendo, de  promover o amor maior, adotando ações  de simplicidade, ausencia de preconceito em especial religioso..Tudo que estimule ao ser humano, lembrar-se dos Ensinamentos de Deus, é de Deus. Vamos revitalizar o sentimento do maior maior universal por todos , não foi por isto que Jesus Cristo aceitou seu Martírio. Sofreu? Para que a humanidade dessse um avanço neste amor. Então um Feliz Natal, adornado de bons sentiomentos, com laços de ternura, luzes do amor  de Deus, alimentado com espirito de fraternidade , cheio de boas graçss , dádivas e joías divinas, mais do que de materialidade.Sõnia Londrina

  

 
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