sexta-feira, 26 de abril de 2013

Celebrando o 150º aniversário da Declaração de Bahá'u'lláh



Celebrando o 150º aniversário da Declaração de Bahá'u'lláh: Artigo de Shastri Purushotma, publicado no Huffington Post.
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No dia 21 de Abril deste ano, a Comunidade Bahá’í vai celebrar o 150º aniversário do dia em que Bahá'u'lláh, fundador da Fé Bahá'í, anunciou em público pela primeira vez a Sua missão num jardim de Bagdade, dando origem assim à Comunidade Bahá’í que hoje compreende praticamente todos os grupos étnicos humanidade em mais de 200 países e territórios.

Num certo sentido, as festividades globais que envolvem pessoas de milhares de grupos étnicos são uma característica da mensagem central da Fé Bahá'í: chegou um momento de felicidade para toda a raça humana que gradualmente evolui de um estado de adolescência colectiva para uma fase de maturidade e plenitude. "Nós desejamos o bem do mundo e a felicidade das nações", disse Bahá'u'lláh para Edward Granville Browne, o académico da Universidade de Cambridge, que o entrevistou em 1890, "que os laços de afecto e união entre os filhos dos homens se fortaleçam... que mal há nisso?... essas lutas infrutíferas, essas guerras ruinosas hão de passar, e a «Mais Grandiosa Paz» virá". Estas palavras apresentam um esboço do objectivo dos ensinamentos de Bahá'u'lláh e do trabalho da comunidade Bahá’í nos dias de hoje.

Mirzá Husayn Ali era um seguidor proeminente da religião Bábí que teve inicio em Shiraz, Pérsia, 19 anos antes; era conhecido pelos membros desta comunidade por "Bahá'u'lláh" (uma expressão árabe que significa "Glória de Deus"). Um dos ensinamentos centrais da religião Bábí era a expectativa do iminente aparecimento de outro Mensageiro Divino que iria cumprir muitas das promessas implícitas na religião - não diferentes das expectativas no Hinduísmo, Judaísmo, Budismo, Zoroastrismo, Cristianismo e Islamismo a respeito de um tempo futuro de cumprimento e realização.

Santuário de Bahá'u'lláh, no norte de Acre, na Terra Santa (clique na imagem para ampliar)

Em 21 de Abril de 1863, quando estava prestes a ser exilado de Bagdade para Constantinopla, Bahá'u'lláh permaneceu durante 12 dias num jardim em Bagdade, conhecido como "Jardim de Ridván (Paraíso)" e foi aqui que Ele deu a conhecer aos membros da comunidade Bábí ali reunida que Ele era o prometido eles aguardavam.

Este foi um momento de grande alegria para o Bábís, que tinham sofrido nos anos anteriores a execução do fundador da sua religião (conhecido como "O Báb") e o massacre de mais de 20 mil membros da sua comunidade. Uma das pessoas presentes no jardim Ridván deixou um relato da cena que descreve o sentimento da ocasião:
"Todos os dias, antes da hora da madrugada, os jardineiros iria colher as rosas que eram alinhadas ao longo das quatro alamedas do jardim, e empilhadas no centro do chão da Sua tenda (de Bahá'u'lláh). Tão grande era o amontoado que quando os Seus companheiros se reuniram para beber o chá da manhã na Sua presença, não eram capazes de se ver uns aos outros através deste."

Bahá'u'lláh descreveu esta ocasião como "O Mais Grandioso Festival", o "Rei dos Festivais", e o "Festival de Deus". Os Bahá’ís comemoram o primeiro (21 de Abril), o nono (29 de Abril) e o último dia (02 de Maio) dos 12 dias do Festival Ridván como dias sagrados e sempre que possível não trabalham nessas ocasiões. O significado de cada um é o seguinte: o primeiro dia de Ridván é quando Bahá'u'lláh entrou no jardim e anunciou a Sua missão; o nono é quando Sua família se juntou a Ele; e foi no décimo-segundo que Ele abandonou o jardim e continuou a viagem de exílio para Constantinopla.

Um "Taj" (chapéu) usado por Bahá'u'lláh (clique na imagem para ampliar)

Nos anos seguintes a este anúncio para um pequeno grupo de Bábís no jardim Ridván, e apesar das limitações impostas por ser um prisioneiro e exilado, Bahá'u'lláh escreveu aos governantes do mundo daquela época e delineou um plano para a paz unificação da raça humana. Foram escritas cartas para Napoleão III de França, o Kaiser Guilherme I da Alemanha, a Rainha Vitória da Inglaterra, o Sultão Abdul-Aziz, o Papa Pio IX e outros. Apesar de ter sido ignorado na época, algumas das ideias nestas cartas foram parcialmente implementadas algumas gerações mais tarde, pelo Presidentes dos EUA Woodrow Wilson e Franklin D. Roosevelt, logo após a Primeira e Segunda Guerras Mundiais.

É sempre benéfico para pessoas com, ou sem, formação religiosa saber mais sobre os Fundadores de sistemas religiosos do mundo, pois esse conhecimento permite entender melhor as suas próprias crenças, e também relacionar-se com os outros. Os leitores perceberão que aprender sobre Bahá'u'lláh é particularmente fascinante, porque Ele, além de reafirmar os ensinamentos morais essenciais de todas as grandes religiões mundiais, também escreveu sobre questões globais e sociais, actuais e futuras, como a diplomacia, a segurança colectiva, o papel dos meios de comunicação, a língua internacional, os problemas económicos, a vida em outros lugares do universo, a medicina, os sonhos, o meio-ambiente, a energia, a governação global, a agricultura, educação e muitos outros.

Se você nunca leu escrituras de Bahá'u'lláh, talvez possa descobrir que uma maneira muito agradável para passar os belos dias da primavera entre 21 de Abril a 02 de Maio deste ano é saborear um chá da manhã (ou um café ou qualquer bebida matinal à sua escolha), junto a um monte de rosas e com algumas obras de Bahá'u'lláh, para perceber porque é que aquele grupo estava tão entusiasmado em Bagdade, há 150 anos atrás.

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Texto original em Inglês: Celebrating the 150th Anniversary of Baha'u'llah's Declaration

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Uma linda matéria sobre como surgiu a Revelação Bahá i do Blog- Povo de Bahá  Marco Oliveira - Portugal
Sonia Maria
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