quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Carta de Raha Sabet

Enquanto isso, milhares de jovens, hoje também no Brasi, não têm metas espirituais, , sonhos, propósito,uma Causa à que deva e valha a pena dedicar dedicar suas vidas, mergulham nas drogas, incitam violencia, dão péssimo exemplos de conduta, ....Somente algo tão especial como que acredita Raha Sabet pode dar-lhe esta condição de serenidade e desprendimento numa Prisão no Irã.Quando acreditamso em algo maior do que nós mesmos,  somos capacitados a suportar tudo.Sua Causa, a Causa Bahá'i faz com que  elamesma tenha certeza , convicção de que não existe nada mais importante do que a liberdade em podermos ser, em podermos acreditar, em podermos ser agentes de mudanças, não so para nos mesmas mas para humanidade... Nenhuma prisão externa pode aprisionar o ser.. nehum poder humano pode impedir que  uma Nova Revelação Divina seja disseminada. Nenhuma doutrina que permita o fundamentalismo sobreviverá. Noticia do Blog- Povo de Bahá..Sõnia-Londrina 

Carta de Raha Sabet: "O texto que se segue é a tradução de um excerto de uma carta de Raha Sabet, uma jovem Baha’i iraniana que actualmente cumpre pena de prisão em Shiraz. Raha integrava o grupo de 54 jovens detidos em 2006; deste grupo apenas três foram julgados e condenados a penas de quatro anos de prisão. A carta foi escrita na prisão em 08 de Outubro de 2010 e publicada no Iran Press Watch. ----------------------------------- Allah'u'Abhá. Amavelmente, alguns amigos mais queridos já me pediram várias vezes para escrever como é que eu passo o tempo na prisão. Para começar, gostaria de mencionar que a minha pena de prisão é de 4 anos, e que três anos já passaram numa cela individual. Nestes 3 anos, estive na Casa de Detenção do Centro de Segurança da província de Fars (Shiraz), onde existe alguma cadeia pública e todos os que ali se encontram estão acusados por motivos políticos ou de segurança e estão em celas individuais. A cela individual é apenas um pequeno quarto, onde a porta está sempre fechada; não há qualquer janela ou abertura para o exterior; possui também uma pequena instalação sanitária. Cada prisioneiro pode sair para apanhar ar fresco durante 30 minutos por dia. Não há nenhuma árvore, nenhuma relva; apenas se pode ver o chão de cimento (tão grande como um campo de voleibol) e uma enorme parede acima da qual se pode ver um belo céu azul. Quando o tempo está muito quente ou muito frio, ou está a chover ninguém pode ir para o ar livre. Uma vez por semana, posso telefonar para a minha família e conversar com eles durante 5 minutos e também uma vez por semana posso encontrar-me com eles atrás de um vidro espesso apenas por 5 minutos. Todos os dias alguns guardas são responsáveis por trazer o pequeno-almoço, almoço e jantar e também para levar prisioneiros ao ar livre. Todos eles são homens e não posso esconder o facto do seu comportamento para comigo ser muito respeitoso e educado; até hoje eles não me atormentaram nem me magoaram. Na minha cela há um aquecedor, uma ventoinha, um televisor e também três cobertores em que um deles é usado como tapete e os outros para dormir. Outras facilidades que tenho na minha cela são: um sabonete, um champô, uma escova de dentes, uma pasta de dentes, uma caixa de lenços, um aparador de unhas, uma caixa de detergente, uma toalha, um pente e uma muda de roupa e nada mais. Devo mencionar que uma vez a cada 2 ou 3 semanas, os guardas pedem uma lista de compras a cada preso para lhes comprar os produtos necessários de higiene e algumas frutas. Mas como não há qualquer frigorífico nas nossas celas, os presos apenas podem comprar um ou dois tipos de frutas, como maçãs ou laranjas. Alguns de vocês podem pensar que é difícil viver em instalações simples, é muito difícil, mas o facto importante é que cada corpo, com o passar do tempo, pode aprender a viver nessas instalações, sem qualquer problema. Isso significa que não há problema se não temos um espelho, se não existe o conforto de uma cama, mobília ou frigorífico. É muito importante que treinemos o espírito e o pensamento para a reflectir sobre os valores da humanidade e da liberdade espiritual... Desta forma estamos sempre satisfeitos, agradecidos e aproveitamos a oportunidade. (...) (Continue a ler este texto, em inglês)
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